
O texto apresenta um panorama do curso "A Hermenêutica do Sujeito", ministrado por Michel Foucault no início da década de 1980, focado na evolução do conceito de cuidado de si (epiméleia heautou). O autor investiga como as práticas de espiritualidade e ascese na Antiguidade clássica, helenística e romana serviam como requisitos indispensáveis para o sujeito acessar a verdade. A análise destaca a transição de um modelo pedagógico e político em Platão para uma arte da existência mais autônoma entre estóicos e epicuristas. Foucault explora diversas tecnologias de si, como a meditação, a escrita de diários e o exame de consciência, que visavam a transformação do indivíduo. Por fim, as fontes discutem a ruptura histórica que separou o conhecimento da exigência de uma mudança ética subjetiva,