
Este estudo etnográfico qualitativo foi realizado na Brinquedoteca da Faculdade de Educação da USP, examinando crianças de 2 a 10 anos ao longo de um ano para investigar a intersecção entre brinquedo, gênero e educação. Utilizando observações diretas, filmagens e relatos, a pesquisa aplicou a teoria feminista pós-estruturalista para analisar a construção performática do gênero nas brincadeiras. Os resultados indicam a persistência de estereótipos de gênero nas escolhas de brinquedos e papéis, mas também sugerem a possibilidade de desconstrução dessas normas através de um ambiente que promova a equidade no brincar, incentivando a interação mista e a adoção de papéis diversos. A pesquisa ressalta que, embora os progressos sejam lentos, é viável uma política educativa que desafie as divisões de gênero e promova novas formas de interação.