
A Educação Infantil, sob esta perspectiva, é compreendida como a invenção de um espaço liso de experimentação, onde a infância não é um estágio de desenvolvimento a ser superado, mas uma máquina de guerra nômade. Enquanto as perspectivas normativas funcionam como um aparelho de captura que tenta "estriar" o tempo e o espaço da criança por meio de métricas, metas e códigos rígidos (o espaço estriado), a infância habita o devir.Neste contexto, o aprender não é "reproduzir" um saber estatal ou régio, mas "seguir" o fluxo das matérias e dos afetos, operando como uma ciência menor ou nômade que privilegia o problema e a criação em vez do teorema e da norma. A criança, em sua potência máxima, traça linhas de fuga e conexões rizomáticas, produzindo mundos que escapam à lógica da sujeição social e da servidão maquínica dos currículos tradicionais