
O estudo investiga a integração da Inteligência Artificial generativa no ensino superior, analisando seus efeitos pedagógicos e dilemas éticos por meio das filosofias de John Searle e Daniel Dennett. Enquanto Searle defende que a compreensão real é um fenômeno biológico inacessível às máquinas, Dennett propõe que tratar sistemas complexos como se tivessem intenções é uma estratégia prática válida. A pesquisa revela que, apesar de a IA oferecer feedback personalizado, ela atua como um "papagaio estocástico" que apenas simula conhecimento sem de fato compreendê-lo. Além disso, o uso da tecnologia em substituição ao contato humano está ligado ao aumento da solidão e evasão escolar, já que algoritmos carecem de empatia e agência moral. Os autores concluem que a IA deve ser uma ferramenta auxiliar subordinada ao julgamento crítico do professor, em um modelo de mediação híbrida. Assim, é fundamental desenvolver uma literacia crítica para que educadores e alunos não confundam a fluência técnica das máquinas com a capacidade humana de criar significado.