
Nesta obra clássica, Immanuel Kant define o esclarecimento como a superação da menoridade intelectual, estado em que o indivíduo permite que outros pensem por ele devido à preguiça ou covardia. O autor defende que o ser humano deve ter a coragem de utilizar sua própria razão de forma independente, rompendo com as amarras impostas por tutores espirituais ou políticos. Ele estabelece uma distinção fundamental entre o uso público da razão, que deve ser totalmente livre para permitir o progresso social, e o uso privado, que exige obediência em funções civis ou cargos específicos. Kant argumenta que uma sociedade só evolui verdadeiramente quando as autoridades permitem a liberdade de expressão e a crítica fundamentada, especialmente em temas religiosos e legislativos. Ao final, o texto caracteriza sua época como um processo de transição, onde a liberdade de pensamento começa a moldar a dignidade humana e a atuação dos governantes.