
O texto apresenta a cartografia como um método de pesquisa qualitativa, distinguindo-o de abordagens tradicionais que buscam representar uma realidade fixa. Originado na esquizoanálise de Deleuze e Guattari, o método se baseia na ideia de rizoma, enfatizando a conexão, heterogeneidade, multiplicidade e ruptura em processos. A cartografia foca no acompanhamento de processos em movimento, a intervenção do pesquisador e a importância de habitar o território de estudo com uma atenção aberta e flutuante. Essa metodologia busca entender a realidade como um coletivo de forças em constante produção, rejeitando a neutralidade e o distanciamento do pesquisador.