
O texto apresenta um diálogo filosófico entre Sócrates, Teeteto e Teodoro em busca de uma definição precisa para o conhecimento. Inicialmente, os interlocutores examinam a tese de que o saber seria equivalente à sensação, explorando o relativismo de Protágoras e o fluxo constante de Heráclito. Através do método da maiêutica, Sócrates demonstra as falhas dessa perspectiva, argumentando que a percepção sensorial é instável e insuficiente para alcançar a verdade universal. A discussão evolui para a análise da opinião verdadeira acompanhada de uma explicação racional, testando modelos como o das letras e sílabas. Por fim, o diálogo termina de forma aporética, sem uma resposta definitiva, mas ressaltando a importância de reconhecer a própria ignorância para o progresso intelectual.