
O texto examina a influência do Movimento pela Base, uma rede política composta por instituições e indivíduos, na elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no Brasil. A pesquisa, utilizando a análise de redes políticas, demonstra como o Movimento, predominantemente ligado a interesses empresariais, ganhou proeminência e passou a administrar a discussão sobre o currículo a partir da terceira versão. A análise sugere que a ênfase nas competências gerais na versão final da BNCC reflete a agenda do Movimento e está alinhada com os ideais de mercado e as orientações da OCDE, transformando a educação em um campo de disputa com a introdução de um modelo gerencialista. O texto também aponta a presença de atores ocultos e a articulação estratégica do Movimento para influenciar a política educacional.