
Será que sabemos realmente sentir? - Vivemos uma época em que se fala muito sobre emoções, presença e consciência. No entanto, talvez estejamos ainda a descobrir algo muito mais essencial: a capacidade de permanecer junto da experiência viva, sem a transformar imediatamente numa explicação, numa técnica ou numa identidade. Neste episódio partilho uma reflexão sobre o paradoxo do sentir. - Por um lado, um bebé sente desde o primeiro instante de vida. - Por outro, aprender a sentir de forma integrada talvez seja uma das capacidades mais maduras do ser humano. Ao longo deste episódio exploro: porque sentir não é o mesmo que reagir; a diferença entre emoção, sensação e presença; porque tantas práticas procuram estados especiais em vez de nos ajudarem a habitar o que já existe; o paradoxo entre acumular conhecimento e perder contacto com a experiência viva; e como o corpo pode tornar-se a nossa principal referência de discernimento. Na Escuta Matricial, sentir não é uma técnica nem um objetivo. É uma disponibilidade para permanecer. Porque talvez não estejamos aqui para procurar experiências extraordinárias, mas para aprender a habitar profundamente a experiência simples de estar vivos.