
Durante vários anos acompanhei mulheres através da formação Guardiãs de Cacau. Um caminho que me ensinou muito sobre escuta, presença, ritual e relação. Mas houve um momento em que algo começou a mudar. Não por rejeição do caminho percorrido. Não por desilusão. Mas porque a própria vida me começou a mostrar algo cada vez mais simples. Os momentos mais profundos já não aconteciam necessariamente nas cerimónias. Aconteciam ao cuidar da terra. Ao cozinhar. Ao tricotar. Ao caminhar. Ao escutar o corpo. Ao habitar o quotidiano. Neste episódio partilho o encerramento de um ciclo importante e a compreensão que foi emergindo ao longo dos últimos anos: - que talvez o sagrado não seja algo que precisamos procurar. Talvez o sagrado se revele quando deixamos de fugir da simplicidade da vida e aprendemos a permanecer no que já está presente. Uma reflexão sobre cerimónia, espiritualidade, presença, corpo, terra e a inteligência viva que se manifesta quando deixamos de tentar alcançar estados especiais. Porque talvez nenhuma experiência extraordinária substitua a intimidade com a vida. Neste episódio exploro: • O encerramento da formação Guardiãs de Cacau • O que a Mama Cacau me ensinou ao longo destes anos • A diferença entre procurar experiências e habitar a experiência • A espiritualidade contemporânea e a busca do extraordinário • O regresso ao corpo como lugar de discernimento • O sagrado na simplicidade do quotidiano • O que está a nascer agora através da Escuta Matricial No final, partilho também uma microprática simples para regressar ao corpo e àquilo que está vivo neste momento. Escuta Matricial Regressar ao corpo. Habitar a experiência. Permitir que a vida revele a sua própria inteligência. 🌱 Mais informações: www.anataboada.com