
Caros ouvintes, Desde a Revolução Industrial, no século XVIII, a humanidade subiu no trem do consumo infinito, numa Terra com recursos finitos. Um “progresso” que insiste em deixar um terrível rastro de desigualdade e pobreza, apesar dos avanços tecnológicos. A conta desse trem descarrilado começa a chegar. Países se reúnem em Glasgow na COP26, tentando conter o desastre. É este o tema da Opinião da Semana na Revista Será : “A um minuto da meia noite”. {Olá, este é o podcast do Instituto de Estudos e Pesquisas para o fortalecimento da Democracia – o IEPFD Hoje, 5 de novembro, trazemos até você o Editorial da Revista Será? Um projeto editorial parceiro do Instituto. A Revista Será?, assim como o Instituto, tem um compromisso radical com o fortalecimento da democracia e com o enraizamento de seus valores na sociedade. Entende que a democracia é a suprema conquista da humanidade. É a superação das atrocidades humanas pela civilização. É contra toda forma de radicalização ideológica, preconceito e intolerância.} Vamos ao editorial: A um minuto da meia noite - Editorial O futuro da humanidade está sendo decidido esta semana na 26ª COP - Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Glasgow, com discussões sobre a urgência das mudanças climáticas e deliberações sobre medidas a serem adotadas pelas nações – governos e sociedade – para conter a emissão de gases de efeito estufa, que já está provocando eventos climáticos extremos, e elevando a temperatura do planeta. De forma dramática, o primeiro-ministro britânico afirmou que “estamos no último minuto para meia-noite do Juízo Final”, enfatizando a ideia da emergência e a necessidade de mudanças radicais, para evitar uma catástrofe global. A presença e os pronunciamentos fortes de grandes lideranças políticas e de instituições financeiras mundiais, e a assinatura de acordos de redução das emissões, despertam real otimismo sobre o futuro. Otimismo com muitas reservas e ceticismo, é verdade, por conta do histórico de metas não cumpridas e promessas esquecidas. A liderança de Joe Biden e as declarações de Boris Johnson despertam novo ânimo. Apesar da ausência de outros líderes de países emissores, a China e a Rússia já anunciam a meta de neutralidade de emissão de dióxido de carbono até 2060, dez anos depois do prometido pela União Europeia.E o Brasil? O Brasil, quinto maior emissor de gases de efeito estufa, é o modelo perfeito da hipocrisia, prometendo defesa da floresta e redução da emissão de gás metano quando o país bate todos os recordes de desmatamento, e o presidente da República não cansa de manifestar seu desprezo pela natureza e pela floresta amazônica. Em Glasgow, o Brasil assumiu metas para 2030 que só serão cumpridas a partir de 2023, por um novo presidente da República que respeite os compromissos internacionais e tenha responsabilidade com o futuro da humanidade. Até lá, o Brasil continuará sendo o pária internacional. O que salvou a imagem do Brasil no evento foi a participação de vários governadores e instituições brasileiras independentes, antecipando-se com iniciativas que ajudam a alcançar as metas anunciadas. Revista Será? www.revistasera.info Instituto de Estudos e Pesquisas para o fortalecimento da Democracia - IEPfD www.iepfd.org