
Olá, este é o podcast do Instituto de Estudos e pesquisas para o fortalecimento da Democracia o IEPfD. Hoje, 22 de outubro de 2021, sexta feira, publicamos mais um editorial da Revista Será? A Revista Será? Um projeto editorial parceiro do Instituto, cujo mote é: Penso, logo duvido, vem acompanhado, desde 2012, o fluxo da história do Brasil e do mundo. Os crimes do Presidente, esse é o título do editorial. No filme “Coringa”, o personagem de Joaquin Phoenix tem uma gargalhada compulsiva, sempre que ansiedade lhe corrói o espírito. A gargalhada de Bolsonaro, em resposta ao resultado da comissão da COVID, onde foi indiciado por quase uma dezena de crimes, incluindo o “Crime contra a Humanidade”, é da mesma natureza. É este o tema da Opinião da Semana, que passo a ler para você e que está publicado no site da Revista em www.revistasera.info Os crimes do Presidente - Editorial O relatório da CPI-Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, publicado esta semana, detalhou e comprovou a sucessão de absurdos cometidos pelo Presidente da República e seus auxiliares próximos na abordagem da pandemia que se abateu sobre os brasileiros. Embora os brasileiros já tivessem amplo conhecimento da culpa de Jair Bolsonaro (exceção dos bolsonaristas cegos e surdos) no aumento e na aceleração da propagação do vírus e, como consequência, das vítimas fatais, o relatório demonstrou a postura criminosa e irresponsável do presidente com dados, testemunhos, fatos e documentos. Diante das evidências da politização da pandemia pelo governo, “expondo deliberadamente a população a risco concreto de infecção em massa”, o relatório da CPI recomendou o indiciamento de 66 pessoas e duas empresas, incluindo o próprio Jair Bolsonaro. O principal crime do presidente foi o atraso intencional na compra de vacinas e, portanto, na proteção da população, ao mesmo tempo em que propagava e defendia a “imunização de rebanho”, que cobrava a morte de centenas de milhares de brasileiros. Mesmo quando o Ministério da Saúde iniciou, tardiamente, a compra de vacinas, o presidente continuou difundindo suspeitas sobre a sua eficácia, e insistindo na propaganda de medicamentos que já tinham sido descartados pela ciência. E até hoje, Bolsonaro continua rejeitando a vacina, ignorando o uso de máscaras, desqualificando o distanciamento social e promovendo, ostensiva e sistematicamente, a aglomerações de pessoas. Pelo conjunto das posições, declarações, medidas e atitudes do presidente ao longo da pandemia, o relatório acusa Bolsonaro de crime contra a humanidade, responsabilidade por parcela não desprezível das mais de 600 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. De acordo com estimativas do relatório, cerca de 120 mil vítimas poderiam ter sido salvas da morte até o final de março último, se o governo tivesse investido mais cedo nas vacinas, apoiado as medidas de distanciamento social e o uso de máscaras e evitado propagar falsos e ineficazes medicamentos. O documento oferece evidências suficientes para a abertura de um processo político que levaria ao impeachment do Presidente e um processo criminal que poderia resultar na sua prisão. Tudo indica, contudo, que o presidente da Câmara de Deputados esvaziará o primeiro e o Procurador Geral da República barrará o segundo. Mas, em 2022, os brasileiros devem se vingar e jogar Bolsonaro no lixo da história. Eu sou João Rego, membro do Conselho Editorial da Revista Será? E presidente do Instituto de Estudos e Pesquisa para o fortalecimento da Democracia, o IEPfD. Um abraço e até a próxima semana. Instituto de Estudos e Pesquisas para o fortalecimento da Democracia – IEPfD www.iepfd.org #iepfd #crimesdebolsonaro #bolsonaro