
Ser reconhecido por um feito é uma necessidade do ser humano. Estudos mostram que quando o sistema de recompensa é ativado, o organismo libera elementos químicos, que fazem com que ela se torne mais comprometida e proativa. Olhando assim, as premiações podem ser super estimulantes para a indústria da comunicação. Mas apesar de impulsionarem carreiras e negócios, elas são um reflexo do sistema meritocrático e, ao invés de incentivarem a criatividade, acabam reforçando as desigualdades. Quem tem mais privilégio, dinheiro, prestígio e acesso, tem muito mais chances de ganhar. Apesar dos dados negativos, o assunto vem ganhando espaço nas discussões, e os festivais internacionais podem ser uma oportunidade para acelerar mudanças, principalmente no momento em que estamos vivendo, em que uma pandemia foi capaz de cancelar um festival como Cannes e trazer à tona todos esses pontos. Por isso, essa é a pergunta que vale um milhão de leões de ouro: mais do que tornar o processo saudável, como as premiações podem contribuir para a transformação da indústria da comunicação? Para resolver esse job recebemos: Keka Morelle, CCO da Wunderman Thompson, Thamara Pinheiro, Creative Data na Soko, Thais Fabris, Cofundadora da 65/10 e Larissa Magrisso, VP de Criação e Conteúdo na W3haus.