
Ataque ao Irã: O evento central é o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã. O orador destaca a mudança de sua percepção inicial de um conflito curto para algo que pode durar semanas ou meses devido à resistência iraniana e ataques a países vizinhos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e Kuwait. Impacto no Petróleo: O fechamento do Estreito de Ormuz paralisou o tráfego de petroleiros, elevando o preço do barril de Brent para US$ 93,33 (alta de 10% na sexta-feira). Há preocupação de que o preço ultrapasse US$ 100, gerando pressões inflacionárias globais. Remilitarização da Europa: Países como Alemanha, França e Polônia estão aumentando significativamente seus gastos com defesa em resposta à instabilidade global. Estados Unidos (Payroll): O desemprego subiu para 4,4%, com uma perda de 92 mil postos de trabalho, o maior recuo em quatro meses. Isso coloca o Federal Reserve (Fed) em um dilema entre incentivar o emprego e controlar a inflação potencial gerada pelo petróleo. China: A Assembleia Nacional Popular estabeleceu uma meta de crescimento do PIB entre 4,5% e 5% para 2026. O foco chinês está em tecnologia, militarização, inteligência artificial e fortalecimento do mercado doméstico para reduzir a dependência de exportações. Brasil: O Ibovespa fechou a semana em 179 mil pontos. O orador observa que o investimento de brasileiros em bolsa está em níveis historicamente baixos, com o capital estrangeiro sustentando o mercado. Devido à incerteza, o orador detalha as proteções (hedges) que montou em sua carteira: S&P 500: Compra de opções de venda (Vertical Put) para proteger contra quedas superiores a 5%. Setor de Energia: Investimento em ETFs de empresas de exploração de petróleo como forma de se beneficiar da alta do ativo. Comportamento de Ativos: O ouro e o dólar funcionaram como refúgios tradicionais, enquanto as Treasuries (títulos americanos) sofreram queda de preço devido à projeção de inflação mais alta.