
Cenário Geopolítico e Acordo Irã-EUA Detalhes do Acordo: Foi veiculado um acordo entre iranianos e norte-americanos no qual o Irã se compromete a não proliferar armas nucleares. Em contrapartida, os EUA realizarão o descongelamento de 25 bilhões de dólares em ativos iranianos. Abertura do Estreito de Ormuz: O acordo prevê a abertura do estreito a partir de sexta-feira, segundo informações atribuídas a Donald Trump. Riscos de Execução: Apesar de notícias apontarem riscos na execução do acordo, o palestrante considera pouco provável que haja um desfazimento do que foi pactuado. Pressão sobre Trump: O ex-presidente teria acelerado as negociações preocupado com sua popularidade, especialmente após ter sido vaiado por um público seleto no jogo 3 das finais da NBA (entre New York Knicks e San Antonio Spurs). Visão sobre o Petróleo: O palestrante relembra sua análise de final de ano (compartilhada no YouTube), onde previa a queda do petróleo devido ao interesse americano em energia barata. Contudo, o desequilíbrio na cadeia de suprimentos provocado pela crise deve adiar a queda dos preços por alguns anos, já que o Estreito de Ormuz escoa 20% da produção mundial. Projeções para 2027 (Preço do Barril): Goldman Sachs: U$ 80 Morgan Stanley: U$ 80 Société Générale: U$ 75 UBS: U$ 85 Citi: U$ 72 (o alvo mais baixo para o longo prazo) Perspectiva de Recessão: Considerada improvável nos próximos 12 meses, diante dos fundamentos reportados pelas empresas. Abertura dos Mercados: Os mercados abriram de forma muito positiva, com o petróleo despencando e as bolsas subindo forte. Desempenho Asiático: O mercado asiático fechou em alta expressiva, com destaque para o Nikkei (Japão) e o Kospi (Coreia do Sul), impulsionados pelo fato de serem países importadores de energia e fortes no setor de tecnologia (como empresas de memória). IPO da SpaceX: Ocorreu na sexta-feira. As ações saíram a U$ 150, fecharam a U$ 160 e, no pré-market, já miravam U$ 170, avaliando a empresa em quase 2,5 trilhões de dólares. O palestrante critica esse valuation, considerando os múltiplos exagerados, o que reforça a visão dos bears de que estamos em uma bolha. A entrada da SpaceX no índice Nasdaq em julho deve inflar artificialmente o múltiplo preço/lucro prospectivo. Inteligência Artificial (Anthropic vs. OpenAI): O mercado tem falado mais da Anthropic do que da OpenAI. A Anthropic suspendeu o acesso de estrangeiros ao modelo Fable 5 por motivos de segurança nacional (EUA), visando evitar jailbreak e espionagem industrial por parte de empresas chinesas. Os usuários estrangeiros foram redirecionados para o modelo Opus 4.8. Pressão no Banco Central: O Copom vinha sendo pressionado pelo aumento das expectativas de inflação nos relatórios Focus e pelo IPCA acima da meta (acumulado em 4,72% em 12 meses). Corte de Juros: Com a resolução do conflito geopolítico e a queda do petróleo, abre-se espaço para cortes de juros caso as expectativas se acomodem. É possível um corte de 25 basis points na próxima reunião da "Super Quarta", mas ainda é prematuro prever o retorno ao ciclo normal de quedas. O mercado desconfia desse espaço, projetando a taxa em 13% ao ano no fim do ano. Atividade Econômica: O palestrante nota que o Brasil segue com dados macroeconômicos surpreendentes (atividade e emprego) para o nível atual de juros. Muitas empresas enfrentam despesas financeiras altas e processos de reestruturação, mas alguns setores parecem não ser afetados pela taxa alta, possivelmente devido ao crédito subsidiado. Europa: Beneficiou-se do acordo. O Banco Central Europeu (BCE) teve um aumento de 25 basis points, e o Bank of England (BoE) decide sua política nesta semana. A contenção da inflação pelo petróleo pode evitar novas altas de juros pelo BoE. China: Matéria do Financial Times destaca a boa relação risco-retorno das empresas chinesas de IA, que estão muito mais baratas que as americanas.