
Um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta atualmente é a preservação do ambiente terrestre. O crescimento acelerado das populações humanas tem levado à destruição de ambientes naturais, à poluição e à extinção de inúmeras espécies. Isso tem afetado a qualidade dos ambientes terrestres, o que se reflete diretamente no bem-estar humano. Não é por acaso que a Ecologia, o ramo do conhecimento que estuda a interação dos seres vivos com o ambiente, vem se tornando cada vez mais popular. O problema ambiental tem causas complexas, mas resulta, basicamente, do grande aumento da população humana e do mau uso dos recursos naturais. No início do século 21, a população humana foi estimada em 6 bilhões de habitantes e a tendencia é que ela continue a crescer em ritmo acelerado. Os resíduos da atividade humana vêm se acumulando e degradando o ambiente natural, fazendo com que os recursos se tornem mais escassos e mais caros. A discussão do problema ecológico envolve, além de aspectos científicos, questões econômicas, políticas, filosóficas e religiosas. A Biologia tem muito a oferecer nessas discussões; por exemplo, pode ajudar a controlar a explosão populacional, tanto pelo desenvolvimento de novos métodos anticoncepcionais como pela compreensão dos mecanismos que regulam o crescimento das populações humanas. Juntamente com a Química e com a Física, a Biologia também deve participar do controle da poluição ambiental. A conservação do solo, o manejo dos ambientes naturais e a preservação das espécies são outros pontos em que a participação das ciências biológicas será decisiva. A Engenharia Genética, um campo de pesquisa biológica recente, consiste em um conjunto de técnicas e métodos que nos permite manipular o material genético e criar variedades de organismos antes inexistentes. Genes de uma espécie podem ser isolados e introduzidos em outras espécies, conferindo-lhes propriedades hereditárias novas, não existentes em seus ancestrais. Os organismos produzidos dessa forma são os polêmicos organismos transgênicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM). Bactérias, por exemplo, foram implantadas com genes humanos, passando a produzir proteínas tipicamente humanas de interesse médico, como a insulina e o hormônio de crescimento. A primeira aplicação comercial dos organismos transgênicos começou em 1982, com a produção de insulina por bactérias geneticamente modificadas. A tecnologia de produção de transgênicos teve grande desenvolvimento nos últimos anos, permitindo obter com relativa facilidade organismos geneticamente modificados, sobretudo plantas. O cultivo em larga escala de plantas transgênicas, no entanto, tem sido alvo de discussões acaloradas entre defensores e opositores dessa tecnologia. Os primeiros acreditam que essa inovação tecnológica poderá causar uma verdadeira revolução na agricultura, com aumento da produção de alimento e todas as consequências benéficas daí advindas. Os que se opõem ao uso de organismos transgênicos reclamam contra os possíveis perigos para o ambiente e para a saúde humana. Se, de um lado, é preciso ter uma margem de segurança no emprego dos organismos transgênicos, considerando os riscos para o ambiente e para a saúde, de outro, não se pode simplesmente abrir mão de uma tecnologia que pode trazer melhorias substanciais à qualidade de vida das pessoas. A Bioquímica e a Biologia Molecular deverão melhorar nossa compreensão do fenômeno da vida no nível molecular, permitindo entender com mais clareza tanto os organismos transgênicos como as causas das doenças, facilitando sua cura ou prevenção. Outro ramo da Biologia, a Imunologia, que estuda os mecanismos de defesa do corpo, deverá ter participação fundamental na cura de doenças como o câncer e a AIDS e na prevenção de epidemias e pandemias que periodicamente assolam o planeta.