![[Boletim Tanin] Michelin Muda Bordeaux, Vinho Vira Investimento e 3 Gigantes Dominam Importados #EP27](https://images.podster.com.br/shared/66621be1d4ba943677b5/512.webp)
O Michelin resolveu mexer em uma hierarquia de Bordeaux que atravessa séculos. Na primeira classificação do guia para os châteaux da região, Château Margaux ficou fora da nota máxima, enquanto nomes historicamente classificados abaixo dele, como Léoville-Las-Cases e Montrose, chegaram ao topo. E Margaux não está sozinho: Mouton Rothschild e Haut-Brion também receberam duas “uvas”. No Boletim Tanin #27, Ana Leal também conta por que Michael Burry, o investidor que ficou famoso ao prever a crise de 2008 e inspirou A Grande Aposta, está comprando vinhos de coleção; mostra um vinho brasileiro criado para ser servido com pedras do próprio vinhedo; e mergulha nos números de quem realmente puxou o crescimento dos importados no Brasil na última década. Neste episódio: 🍷 Michelin mexe com Bordeaux: Château Margaux fica fora do topo da nova classificação, enquanto dois Deuxièmes Crus recebem a nota máxima. 💰 Vinho como investimento? Michael Burry diz estar comprando Petrus, Romanée-Conti, Mouton Rothschild, Sassicaia, Ornellaia e outros grandes rótulos como parte de uma estratégia de proteção patrimonial. 🪨 Vinho com pedra dentro da taça: o Liberum Assyrtiko, da Manus, vem acompanhado de granito e quartzo do próprio vinhedo. Mas o que a ciência diz sobre a ideia de “mineralidade” vinda diretamente das rochas? 🇧🇷 Os cinco vinhos brasileiros que mais chamaram a atenção de Ana no Wine Locals Festival, com rótulos do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. 📈 Quem puxou o crescimento do vinho importado? Mais de 2 mil importadores atuaram na última década, mas apenas Grupo Wine, Concha y Toro e Víssimo responderam por 37% do crescimento. No período, o volume importado saltou de cerca de 108 milhões para quase 220 milhões de garrafas. 🚁 Um drone entra na vindima alemã — não para colher uvas, mas para carregar até 40 quilos por voo nas encostas íngremes do Saar. 🌍 E Jancis Robinson olha para seus 50 anos escrevendo sobre vinho e aponta algumas das maiores transformações do setor: mudanças climáticas, venda direta, novos terroirs, menor protagonismo da madeira e uma preocupação para o futuro — em um mundo com escassez de água, o vinho pode passar a ser visto como um luxo desnecessário. Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.