
Este capítulo tem como premissa compreender e identificar a latência da luta dos movimentos sociais de jovens negros, contra o silenciamento, a opressão, os extermínios físicos e simbólicos, e refletir sobre como esses sujeitos rompem com o emudecimento, gritam contra as mazelas do Estado, marcham em oposição às situações sombrias, desatam os laços do autoritarismo, criam frentes de resistência, proteção, autocuidado, coletivismo e solidariedade, o que fazem para caminhar entre as fronteiras? Quais motivos encontram para mostrarem suas existências? Para o podcast, nossa convidada foi a professora Dra. Jaqueline Lima Santos, pesquisadora comprometida com pautas pós-coloniais, destacando as potencialidades da cultura hip-hop, o feminismo negro, a interseccionalidade, a produção de sentido e as identidades juvenis e periféricas. A intenção era desacademizar para encontrar ecos nos mais diferentes espaços pelos quais a comunicação sonora é capaz de chegar. Buscaremos também realizar um exercício de retorno à gênese da luta ancestral como inspiração para os movimentos sociais atuais. Os novos quilombos como espaços sagrados de empoderamento e pertencimento em meio aos casarões que esmagam gente e sonhos.