
Neste capítulo, pretendemos discutir como os corpos racializados são descartáveis do ponto de vista do Estado. As altas taxas de homicídio não comovem e não provocam reação na sociedade. Ampliando para possibilidade de genocídio legal dos descartáveis pelo sistema neoliberal. Este terceiro cap. foi uma conversa-diálogo-entrevista com a educadora popular, poetisa do povo, pós doutora pela USP María Nilda Dinha, relatou o período do sequestro escravocrata e os fundamentos do racismo estrutural que condena os jovens negros. As raízes da escravização e as relações hierárquicas dos sujeitos, não como um fenômeno local, mas uma peculiaridade dos países colonizados. A moeda de negociação para a governança, a moeda de negociação para a consolidação de um determinado modelo econômico e do poder, a moeda de negociação foi sangue negro e sangue indígena batizando o solo tupiniquim. A carne mais barata no mercado é a carne negra. Reflexões sobre a violência e a sensação de insegurança vivida pelos jovens negros.