
Essa semana tive o enorme prazer em trocar umas ideias sobre a nova cara da maturidade, com quatro viajantes que são verdadeiros exemplos de que a idade cronológica já não determina o comportamento e papel social. Era para ser uma conversa bem descontraída com os quatro juntos mas a tecnologia não facilitou pra gente não (risos) e gravamos do jeito que deu, cada um em um estado diferente do país, mas com muita boa vontade e disposição, típico de quem tem o maior prazer em compartilhar sabedoria. E olha que foram várias tentativas para que desse certo, e deu, podem conferir e depois me digam o que acharam. O casal Míriam e Carlos, ela com 50 e ele com 62 anos, confirmam que a nova geração 50+, está intimamente ligada aos avanços da ciência, da medicina, das conquistas sociais e da melhoria da qualidade de vida. Que, uma boa alimentação, exercícios físicos, os recursos da indústria cosmética e estética, um jeito mais jovial de se vestir e, principalmente, manter-se ativo e produtivo, estão na relação de explicações para o fato de não temerem a velhice. Na sequência, a Márcia, de 58 anos, que estava voluntariando em um hostel em Arraial da Ajuda, fez um relato super bacana de como ela vem conseguindo superar seus limites e melhorando sua qualidade de vida através das viagens que faz pelo Brasil todo. É que, quando o assunto é aparência física, pessoas hoje com 40,50 anos, parecem muito mais joviais do que seus pais na mesma idade. Já o carioca Marcelinho, como gosta de ser chamado, aos 48 anos, está há um ano voluntariando também pelo Brasil e trabalhando como nômade digital. Ele nos trouxe seu depoimento de como driblou a depressão e traçou um novo rumo para sua vida, através da determinação e busca de novos projetos, metas e realização de sonhos. São histórias de vida de quem não se acomodou após ter chegado na fase dos “enta” e fez,das experiências da vida, um trampolim para alçar voos maiores. São verdadeiros exemplos e inspirações para os jovens e jovens maduros, que acham que a idade os limitam e usam várias justificativas para não sonharem mais e correrem atrás da realização deles. Enfim, o envelhecer nunca é igual para todos e o “envelhecer bem” é subjetivo.