
Homilia VI domingo da Páscoa Estamos vivendo na Igreja o tempo pascal. Aprendendo a contemplar Jesus ressuscitado que produz frutos concretos de vida nova na sua Igreja. Um destes frutos é a promessa do Espírito Santo enviado do Pai como advogado, verdade e pedagogo do amor. A pessoa do Espírito Santo está no centro das promessas que Jesus Ressuscitado faz à sua Igreja. Ele é chamado de Paraclito, ou defensor, protetor porque vem para ocupar o lugar de Jesus em sua presença visível e corpórea e permanecerá para sempre com os discípulos. A missão do Espírito Santo é clara na liturgia de hoje: confirma a pregação de Pedro e João na primeira leitura; instrui a Igreja a dar razões da própria fé quando é perseguida; recorda à Igreja os ensinamentos do Senhor; conduz os discípulos no caminho da verdade; ensina sobre os acontecimentos futuros e glorifica Cristo entregando à Igreja o verdadeiro louvor. O Papa Francisco ensina que sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito. Ele «vem aonde é amado, onde é convidado, onde é esperado» (São Boaventura). No evangelho de João a verdade se identifica com a revelação divina: Jesus é a verdade. Então, o título Espírito de verdade significa que Jesus promete enviar o Espírito Santo para dar cumprimento e aprofundar a obra da revelação. Não somos órfãos da Verdade, pois ela vem a nós quando a invocamos. Depois que Jesus retorna ao Pai, a sua ação continuará na sensibilidade da Igreja de anunciar a salvação que Jesus realizou em favor do mundo e viver o amor inspirados pelo Espírito Santo. O mundo não é capaz de reconhecer a presença do Senhor Ressuscitado, pois lhe falta a luz do Espírito e o nosso testemunho de amor. Jesus recomenda-nos hoje que se queremos iluminar esse mundo e ganhar o mundo futuro precisamos permanecer unidos ao seu amor pelo Pai. O Espírito Santo é quem ensina-nos e faz-nos permanecer no verdadeiro sentido do amor. Amar o Filho é amar o Pai e isso concretamente se traduz na obediência às palavras do Filho. Mas não tenhamos dúvidas, a obediência primeiro depende da ação do Espírito Santo em nós e só depois depende das nossas escolhas, do nosso modo de viver. O Espírito Santo vem em favor da nossa fraqueza para gerar o amor obediente ao Filho e a caridade fraterna entre nós. O mundo é carente disto: de um amor que não é só obra humana, que não é somente filantropia, conveniência, mas a manifestação do divino na história; por isso desde já clamamos: vem Espírito Santo de amor!