
A humildade do Senhor ao se aproximar da Cruz é algo definitivamente sublime. Se aproxima da cruz, como sempre foi ao longo de sua vida toda, sem desesperos, pois sabe que chegou a hora. Vive intensamente a alegria daqueles que o aclamam com hosanas, também louva, aclama, canta; vai como uma ovelha que se encaminha ao matadouro. Cumpre o que o profeta Isaías anunciou: “não resisti e nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba.” O Senhor é pacífico, não veio para a guerra, nem para tomar os tronos deste mundo. Veio para instaurar o Reino do céu, a verdadeira paz e que deseja conquistar é o trono do nosso coração. São Paulo acrescenta: “em seu aspecto humano, - Jesus – humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte e morte de cruz.” A morte de cruz era a mais vergonhosa, escolheu essa vergonha aos olhos humanos para confundir os grandes e poderosos. Nenhum arrogante reconhece um Deus que aceita morrer na cruz, mas aqueles que são pequenos, os simples e os humildades veem a cruz e enxergam o amor com que Deus nos amou. A cruz e a entrada do Senhor em Jerusalém revelam o levantar e o despertar de nosso Deus. A paixão de Cristo, sua preciosa cruz, suas mãos perfuradas significam segurança, em um muro inacessível e indestrutível para aqueles que creem nele. Queres segurança, olhe para essa muralha que é a cruz do Senhor, por ela nenhum mal pode transpor, porque é o sinal da nossa libertação, feliz de quem reconhece nesse sinal e a vida que dele brotou. Nesta semana que agora abrimos, mergulhemos como nunca neste grande mistério e deixemos esse sinal de segurança nos abrir para as coisas do céu.