
"De nada me servem a riqueza e os prazeres que você me promete. Eles não me tentam. Eu me casei com Rama e não posso afastar nem meu coração nem minha mente dele. Eu, que tomei a mão dele, jamais poderei tocar em outro. Nunca. Eu sou dele, do príncipe, inteiramente e para sempre. Eu pertenço a ele, assim como os Vedas pertencem àqueles que reverentemente os dominam. Não é certo que qualquer pessoa olhe para mim com olhos de desejo. Ouça-me porque falo para o seu bem. Implore humildemente a Rama por seu perdão e escape de sua ira. Não vá em busca de sua ruína. Rama é generoso e com certeza o perdoará se você pedir misericórdia. Peça por perdão e segurança. Não procure a morte e a destruição. Veja, eu agora mesmo escuto o dedilhar do arco de Rama. Não há como você escapar. Yama está perto, pronto para te levar embora. As flechas de Rama e de Lakshmana logo estarão aqui em Lanka e sua cidade ficará em chamas. Rama não destruiu os Rakshasas completamente em Janasthana? Você não veio como um ladrão - porque sabia da força dele - até a nossa cabana quando Rama e Lakshmana estavam fora, para me sequestrar? Você pode em algum momento enfrentá-los frente a frente? Pode um cachorro abordar um tigre? Assim como o sol suga a humidade da terra molhada, Rama e Lakshmana irão sorver a sua vida. Você vai fugir para esconder-se nas montanhas? Você vai tentar se esconder no fundo do mar? Mesmo assim, como na hora certa o raio atinge a árvore, você vai perecer nas mãos dele. Não há escapatória."