
Será que na gestão podemos fazer de tudo? Assumir todos os papéis e termos sucesso? Cada vez mais me assusto com empresários que, em nome do bom desempenho de seus negócios, assumem mais funções, tarefas e objetivos, e cada vez mais vejo tais empresas mais rasas, mais superficiais, mais longe de seus clientes e, sobretudo, mais distraídas. Gerir é ser maestro, e não ser um músico daqueles que anda com a gaita na boca, o bumbo nas costas e a sanfona nas mãos. Um bom maestro não toca todos os instrumentos, mas tem liderança, foco e direção. A vocação de um negócio nunca foi reduzir custos, engana-se brutalmente quem geri achando que é bom por que reduz despesas, sem observar a coluna das receitas, ou pior ainda, quem a olha momentaneamente, e não compreende que muitas reduções de despesa impactam negativamente nas receitas futuras. O papel do gestor é dar eficiência ao negócio, tomando decisão sobre seus investimentos e buscando, não somente os melhores investimentos, mas assegurando que a carne não sofra cortes e compreendendo que algumas gorduras são o sabor que o cliente mais deseja, e que, portanto, são o colesterol bom em seu negócio. Volta e meia me deparo com o gestor fazendo funções satélites, ocupando seu tempo com algo que é operacional, não estratégico e/ou fazendo aquilo o qual não consegue ter nenhuma competitividade se comparado ao prestador ou colaborador dedicado a isso. Mas você vai argumentar que não há dinheiro para isso, e vou assegurar que não haverá em breve dinheiro para nada, porque nenhum colaborador de pequeno negócio é estratégico, e tão somente o gestor-proprietário o é, e assim ele não pode se distrair com operacionais e com funções satélites que podem ser realizados pela equipe ou por prestador terceirizado com muito mais competência e no nível de competitividade necessário para ser vencer. No passado os “sobrinhos” fizeram milhares de sites no mercado, empurrando empresas para fora do foco das ações de internet, como uma consequência de terem ignorado segurança, layout, usabilidade, marketing e outras funções que ultrapassam a simples programação. Agora vejo muitos gestores de micro negócios se achando gestores de marketing digital, e me assusta o quão raso e imaturos são nesta decisão, que é obvio, é altamente complexa e profissional, para se obter resultado. Assim qualquer iniciativa amadora é distração, não ação! Quanto mais aprendo sobre meu negócio, minhas competências, mais entendo que preciso de profissionais ou prestadores qualificados nas funções que me rodeiam, e quanto foi acertado sempre assumir riscos na estratégia, ao invés de viver para reduzir custos no operacional. Um negócio precisa de maestro e consumidores querem show, querem uma orquestra em uníssono que resolva seus desejos e necessidades e, a boa notícia, é que paga por isso, diferente do sujeito com o bumbo nas costas, que todos olham, encaram seu chapéu ao chão, e seguem distraídos. Pra pensar! Até a próxima semana! ROBERTO MENDES Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Autônoma de Lisboa, Publicitário, especialista em Marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC do Rio de Janeiro, pós-graduado em Engenharia Ambiental, é professor do MBA da UFRJ e da Estácio, Consultor de Empresas, e sócio da TargetComunica, agência de marketing On e Off Line na região Serrana/RJ. #varejo #marketingDigital #Marketing #Gestao #Publicidade #vendas