
Reconhecimento para que? Profissionais, empresas, pessoas, marcas, todos querem ser reconhecidos! Seja por uma motivação ideológica e/ou filosófica no caso das pessoas, mas nos demais casos a razão é uma só: dinheiro, e às vezes, muito, muito dinheiro. Pessoas deixam legados, deixam saudades, deixam heranças ou até mesmo alívio, já os profissionais deixam também história, deixam biografias, talvez estas sejam formas de ambos adiarem o efeito da morte, mas as marcas e empresas, essas querem de fato a imortalidade. Marcas e empresas devem durar mais que seus fundadores, mais que seus sucessores e o gigantesco desafio é conseguir alinhar rentabilidade para si, às expectativas e desejos dos consumidores. Empresas precisam ter claro que sua natureza é comercial, assim devem ganhar dinheiro e manter clientes felizes. Devem ser capazes de crescer de forma sustentável, tanto no requisito de investimento, quanto de modernidade, sem perder o controle da operação, da felicidade de seus clientes e do senso estratégico de seu mercado. É altamente paradoxal a gestão pois, ao mesmo tempo que a vocação é ganhar dinheiro, a motivação, jamais pode ser esta. Acreditar no que se vende, no que se faz, é o motor incondicional de um pequeno negócio. Diante desta crença é preciso vender, é preciso entregar, é preciso satisfazer, é preciso receber, e o que se recebe precisa ser mais que tudo que foi gasto para vender, entregar e satisfazer. E aqui vai o grande resumo. Aos olhos de um cliente normal, ele só enxerga a operação de satisfação, então, todos os demais esforços, custos, riscos, problemas são invisíveis a ele. Assim o grau de satisfação precisa alcançar um ganho que supere com certa folga a quantidade de dinheiro disponibilizada na transação pelo comprador. Lembrando que cada interrupção no ciclo de venda, causa impacto imediato nesta satisfação, fazendo com que o dinheiro colocado, pelo comprador, na mesa seja cada vez maior proporcionalmente, até que seu produto ou serviço fica caro, e é rejeitado ou trocado. Muitos vendedores vendem pelo preço que custa vender, mas compradores compram pelo valor que avaliam custar solucionar seus problemas ou obter sua satisfação, ou seja, é o duelo da execução versus a solução. Melhore sua execução, de forma que ela fique mais barata, mais fácil, mais confiável, porque o comprador, só olhará para elas se você causar problemas, e aí, é, toda a sua operação se transforma em redução de preço para você e não aumento de margem. Compradores só olham seus próprios problemas, jamais se interessam pelos problemas de quem vende. Acredite a imortalidade de seu negócio depende da instável e delicada interpretação do seu comprador sobre quanto vale o que você faz, e por quanto seu concorrente vende, e do quanto vocês são parecidos ou distintos. Invista, portanto, em seu reconhecimento, na sua distinção, aproxime-se de seu cliente de forma verdadeira, importe-se, e então, solucione e/ou evite os problemas dele, e quando você menos perceber, o dinheiro virá e, somente neste momento estará pavimentando o caminho da imortalidade de um negócio. E lembre-se, isso é cíclico, então, não desanime, assim como a imortalidade, o ciclo de cuidar do seu cliente e do seu processo também são para sempre. Boa semana e ótimos negócios. ROBERTO MENDES é casado, pai de um garoto sensacional, mestre em Administração de Empresas pela Universidade Autônoma de Lisboa, Publicitário, especialista em Marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC do Rio de Janeiro, pós-graduado em Engenharia Ambiental, é professor do MBA da UFRJ e da Estácio, Consultor de Empresas, e sócio da TargetComunica, agência de marketing On e Off Line na região Serrana/RJ.