
Sim a loja que frequenta é um táxi das antigas ou um uber moderno? Não faz muito tempo víamos taxistas cerceando motoristas de Uber. Vimos fazendo carreatas em portas de prefeituras, vimos o atraso reclamando do moderno. Aquele movimento era o desespero de um profissional acomodado, truculento, afastado de seus compromissos de ofício, sem visão de relacionamento com cliente, viciado em uma relação de tirar o máximo e de entregar o mínimo na troca. Na ponta oposta, carros mais novos, motoristas que chegavam a usar terno, balinha no console, água, rota no celular, valor previamente acertado, pagamento no cartão de crédito. Quanta mudança! Afinal o mercado é um pêndulo, e de lá para cá, muito mudou, os táxis melhoraram suas tarifas, seus carros, seus serviços. Ar condicionado, carros limpos, mais gentileza, cartão de visita, na outra ponta, os ternos saíram de moda, a balinha acabou e a água secou, o mercado achou equilíbrio e ambos convivem em harmonia, mas porque essa longa introdução!? Sigo muito assustado com o papel de taxista antigo que o varejo tradicional insiste em fazer, enquanto as vendas online parecem ser o Uber 2.0. Logística impecável, devoluções simples, pagamento facilitado, informação disponível, o que temos em boa parte do comércio tradicional? Vendedores frustrados, ocupados em mexer em seus próprios celulares enquanto ignoram clientes no ponto de venda, modelos de pagamento com preços bem mais altos que o online, diferenças de preços entre dinheiro e cartão, estoques furados, sistemas de trocas feitos para afastar o cliente, sem falar em erros comuns de estrutura que passam por vitrines carregadas, sem precificação e, iluminação e layout inadequados. A pandemia está batendo covardemente no varejo tradicional, não há dúvidas, mas o varejo precisa aproveitar esse momento para virar a chave e tentar fortalecer sua relação com o consumidor! #varejo #comercioderua #Marketing #Consumo #Gestão #Publicidade #Propaganda