
O que tangibiliza o tempo é a mudança, e o que gera mais mudança que o aprendizado? Somos seres estudioso? Somos serem de aprendizado? Desde que nascemos aprendemos a respirar, andar, chorar e sorrir, aprendemos também que com sorrisos e choros conseguimos o que queremos, e depois sofisticamos nossos métodos, mecanismos, e seguimos no propósito básico de obter o que queremos. O que queremos pode ser definido pelo que estudamos, pelo que conhecemos, não há dúvidas! E a qual conhecimento temos acesso? O conhecimento é bem limitado a formação profissional, torna-se assim o caminho mais importante deste escambo de trocar vida por itens, e cada vez mais, vida por experiências. Deste modo aprendemos que aprender é sim um meio de obtenção de recompensas e de alcance de objetivos, assim, passamos 12 anos no ciclo básico, 3 no médio e mais 6 a 8 no superior e formações adicionais, mas tudo dentro do pote, da prateleira profissional, mas, e nós? Nestes mais de 20 anos de formação, aprendemos a decorar, aprendemos a passar de ano, e junto a passar a vida para trás. Estudamos um "sem fim" de coisas inúteis para nossa “formação profissional” e fazemos junto uma covardia para nossa vida como pessoas, por que vamos na verdade pouco a pouco aprendendo que aprender é uma obrigação e não um prazer, e também que aprender é cínico e desgastante. Não aprendemos nada sobre gente, não aprendemos nada sobre nós mesmos, não aprendemos a confiar ou dividir, não aprendemos acolher, não aprendemos nem mesmo a aprender. Estudamos "isso", porque precisamos "nisso", e "nisso" porque será necessário "naquilo", e nunca usamos “aquilo” ou “aquele outro” em nada... estudamos matemática, mas não aprendemos o básico de finanças pessoais, aprendemos pronomes, mas não sabemos nada de pessoas, estudamos história, mas não sabemos nada sobre a importância de contar uma história com nossas vidas, e muitos passam em branco, sem deixar qualquer legado. E eu pergunto: aprendemos? Sou professor há exatos 25 anos, pude lecionar para o ensino médio, graduação e pós-graduação, sendo sempre um profissional de mercado, não apenas um acadêmico, e sempre acreditando mais nas pessoas que nos livros. Nestas muitas vivências é fato que investimos muito pouco em pessoas e muito mais e, de forma errada, em realizadores de processos, e de processos ruins. O aprendizado segue sendo um processo doloroso e pouco agradável, a formatura ainda é um ato de libertação, e as pessoas investem muito pouco em si, em se conhecer, em melhorar, em ter uma visão de vida que transborde a conta bancária e possa alcançar a perspectiva de legado, autoconhecimento e responsabilidade comunitária. Aprender precisa ser palatável, envolvente, apaixonante, e sobretudo mais holístico, e necessariamente incluir o indivíduo (o próprio e o próximo) nesta ciranda do descobrir, do aprender. Aprendizado, tem que ser novidade, tem que gerar mudança, melhoria, precisa transformar todos nós em pessoas melhores, qualquer estudo que não faça isso, não é aprendizado, é apenas mais do mesmo, apenas perda de tempo, perda de vida. Boa semana e grandes aprendizados! ROBERTO MENDES Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Autônoma de Lisboa, Publicitário, especialista em Marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC do Rio de Janeiro, pós-graduado em Engenharia Ambiental, é professor do MBA da UFRJ e da Estácio, Consultor de Empresas, e sócio da TargetComunica, agência de marketing On e Off Line na região Serrana/RJ. #Destinos #Desafios #Vida #Profissional #Marketing #planejamento