
A vida permite muitos destinos, e diferente do que muitos acreditam, todos destinos são possíveis, corretos e adequados, tudo é escolha. Pode-se ser um banhista, permanecer na baixada. A praia é o ponto mais baixo do horizonte, também é o mais democrático destino, exige-se poucas posses e pouca infraestrutura. Os sacrifícios são menores e as recompensas proporcionais. É possível se divertir, mas é importante lembrar que dias de vento forte e chuvas virão, e são sempre bem difíceis esses momentos na praia. Na vida é possível ser, também, explorador. Encarar desafios, buscar novos patamares, ir, seguir, subir, não descansar até que se alcance um planalto. Um ponto seguro, alto, de boa vista. Exige esforços grandes na escalada, nas tomadas de decisão do percurso, na construção, já ao alto, de uma boa infraestrutura de vida. O explorador sempre acumula recursos para o inverno, proteger-se de ventos, chuva, do futuro. Outro perfil a se pensar é ser escalador. Esse não mede esforços, viciado em ganhar altura e chegar no topo, sua vida é subir! O prazer de subir vicia e não é possível parar, e o prêmio é vencer a montanha, somente vencer a montanha. Quanto mais alto chega, mais estrutura tem para subir, mais riscos assume, mais recompensa obtém. Só ele sabe a complexidade do caminho, muitas vezes solitário, apesar de se valer comumente de staff de suporte. As metáforas acima representam de forma simplista o que podemos fazer de nossas vidas, qual a relação com negócios, profissões e trabalho podemos desenvolver e assim avolumar ou minimizar no nosso dia a dia, em nosso propósito de vida. Como disse anteriormente é possível escolher, ao menos parte destes trajetos e destinos, e é indispensável entender que o percurso é uma coleção de escolhas e sobre tudo de abdicações, sim, para tudo que se escolhe obrigatoriamente se abre mão de uma extensa lista de possibilidades. Não é possível ter tudo, muito menos ao mesmo tempo! Além de compreender o óbvio da consequência das escolhas, é indispensável aceitar as condições dos perfis escolhidos, ou seja, não dá pra ver muito longe estando na praia, não cabe muito mais que rápidos momentos de contemplação enquanto se escala para o topo das montanhas, assim como não é possível molhar os pés no mar estando num planalto. O que normalmente se vê, são pessoas inconformadas com suas escolhas, ou inconformadas com as condições das escolhas. Pessoas questionando o que fizeram com suas vidas, sem usufruir do percurso ou sem estruturar sua velhice, estranhamente são dos extremos que se ouve mais as queixas, principalmente quando já não é possível sair do sol, e o corpo está atolado na areia, ou depois que se viciou em subir, nada mais parece dar prazer ao corpo ou mente. Não me cabe dizer qual trilha parece ser a melhor, mas asseguro que cada caminho tem seus ônus e bônus, e é preciso compreender e entregar-se a escolha, de forma que haja paz e felicidade no caminho, pois nada mais faz sentido. O dinheiro, em falta ou abundância parece ser apenas um conceito pessoal, não uma verdade imutável, pois como todos sabemos, há quem ria na baixada, no planalto ou no cume. Boa semana e boas escolhas! ROBERTO MENDES Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Autônoma de Lisboa, Publicitário, especialista em Marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC do Rio de Janeiro, pós-graduado em Engenharia Ambiental, é professor do MBA da UFRJ e da Estácio, Consultor de Empresas, e sócio da TargetComunica, agência de marketing On e Off Line na região Serrana/RJ. #Destinos #Desafios #Vida #Profissional #Marketing #planejamento