
Você faz tudo para agradar seu cliente? Sim? Prepare-se para quebrar! Gerir, empreender não é para amadores, é um desafio complexo, permanente e quase sempre solitário. Muitos imaginam que tocar um negócio no interior, em cidades menores, fora das capitais é mais fácil, e a resposta é um categórico não! Em cidades grandes a gama de público é imensamente maior, verdade, concorrência maior, mas o espaço para errar é mais extenso, o giro de consumidores é pleno, o anonimato do erro é garantido. A imensa maioria de negócios começa cometendo erros: erros de atendimento, de portfólio de produtos ou serviços, erros de gestão, erros de precificação, erros do dia a dia. Diante de um público menor, típico de cidades menores, o dano é muito mais grave e por vezes, muitas vezes, mortal. Em cidade grandes, com grande população, o esgotamento do público consumidor é muito mais lento, e dá tempo quase sempre do negócio amadurecer e passar pelos ajustes que culminam com um bom equilíbrio de oferta, formato, precificação e relacionamento. Cidades menores é melhor para quem acerta muito, mas é tarefa muito difícil no início de um negócio. Quase sempre existe uma carga de formato muito contaminada pelo empreendedor, onde ali pode oscilar desde uma visão mais romântica de fazer diferente, “melhor” àquela oposta de achar que só sangrar o negócio e o consumidor, e rapidamente se descobre que é preciso dar, para receber, mas com equilíbrio, e que o negócio, por si só, exige reinvestimento e que ele cobra caro de quem o dirige. O consumidor é peça indispensável em qualquer negócio, todas as decisões devem estar orientadas a eles, ele paga a conta, esses e tantos outros chavões podem ser ditos, mas não se engane, o consumidor por essência é o ser mais individualista do mundo. Se você perguntar a um consumidor, ele dirá que o planeta gira em torno dele, e se Copérnico entendesse de negócios concordaria, alterando sua descoberta sobre o sol ser o centro de nosso sistema planetário. Deste modo o consumidor quer tudo para si, na melhor forma possível: prazo, preço, formato, quantidade etc. e cabe ao empreendedor medir o quanto dar, porque atender a todas as exigências de um cliente traz prejuízos tamanhos que quebra o negócio, e entenda, neste momento o cliente move-se ao próximo fornecedor, predando a cadeia de consumo, e deixando somente o esqueleto do seu negócio para trás. Não é maldade do cliente, é apenas sua visão padrão centrada em si, que ignora deliberadamente outros interesses ou necessidades. Nesta perspectiva empreender é equilibrar forças onde seu negócio não cometa abusos tais que afaste o cliente, e nem cometa facilidades tamanhas que permita que ele quebre você. Neste ponto reforço que fazer negócios em cidades menores, é mais desafiador, são menos clientes para errar também nos ajustes da negociação. Pior que quebrar por falta de venda, é quebrar por vender muito e mal. Pense nisso. Boa semana e bons negócios! ROBERTO MENDES Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Autônoma de Lisboa, Publicitário, especialista em Marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC do Rio de Janeiro, pós-graduado em Engenharia Ambiental, é professor do MBA da UFRJ e da Estácio, Consultor de Empresas, e sócio da TargetComunica, agência de marketing On e Off Line na região Serrana/RJ. #Gestao #Marketing #planejamento #negociacao #cliente #consumidor