
O mundo ficou mesmo fofo, ou é puro cinismo? Me perdoem os flamenguistas, mas eu estava domingo, pós final da Libertadores (eu acho) andando na rua e reparei que só vi um flamenguista, um senhor, diga-se de passagem, e isso me fez pensar sobre a vida, negócios e formação, o tripé o qual não consigo me dissociar. Não entendo nada de futebol, que fique claro, então, o foco aqui é comportamento. O mundo ficou mais chato e vem aborrecendo cada vez mais, com essa ditadura do politicamente correto, baseado na crença de que o homem é fofo e a vida é boa, quando na verdade, eu penso, que somos competitivos e muito, e o mundo é mal, mas a vida, somente a vida, pode ser boa. Dentro da chatice de que o amiguinho não pode mais zoar o outro amiguinho, veio junto a crença de que o importante é competir, não necessariamente ganhar. Outra máxima é a de que todos sejam aprovados, que todos ganhem medalha, e que haja formatura para o jardim, fundamental 1 e 2, ensino médio. Que ninguém mais chame o balofo de gordinho, o alto de girafa, e o baixinho de gnomo...mundo fofo! O fato que me saltou aos olhos é que o mundo segue interessado apenas nos vencedores. Veja só, o segundo colocado de uma competição internacional, saiu derrotado, mas ficou em segundo. Não há vitória em ser o segundo, não há orgulho em fazer parte de quem perde... por isso, poucas ou nenhuma camisa no domingo. Pode-se emular, ou seja, imitar, simular, que a bondade invadiu nossos corações, mas nossa felicidade segue na crença de que vencer é o importante, é o valorizado. Educar pessoas para participar, num mundo de competição, é uma covardia bem maior que apresentar a uma criança pequenas derrotas, para que isso possa moldar seu espirito a um mundo competitivo e que recompensa sim, quem tem melhor desempenho. Nos negócios é assim, porque é assim na faculdade (nas boas), onde as melhores empresas buscam os melhores alunos, e nas prateleiras é assim, onde os melhores consumidores buscam os melhores produtos. Nos serviços são assim, onde os melhores serviços têm os melhores clientes. Na verdade, cada um de nós está sempre desejando o melhor que pode existir, e tendo o melhor que pode pagar. E consegue com o que pagar, sendo o melhor possível no mercado... o grande problema é que cada vez mais, tenta-se dissociar a óbvia relação entre ser melhor, para ter melhor, assim pouco a pouco levando a massa, menos instruída e menos questionadora a acreditar que não há tal relação, até o momento em que apenas derrotas existam e consequentemente não se vista mais nenhuma camisa, bandeira ou objetivo, e estejamos todos prontos para apenas fazer pouco, pois não haverá mais lógica em fazer o melhor... O caminho perfeito para a mediocridade, a submissão e a alienação. Nós gostamos de ganhar, lembre-se disso! E só ganha o melhor, e ninguém vira o melhor, e principalmente, se mantem no topo, sem saber, de verdade, o que é perder! Aprender a perder é importante assim como aprender que a derrota incomoda, para que a vitória tenha seu real sentido. Boa semana e que venham mais vitórias que derrotas! ROBERTO MENDES Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Autônoma de Lisboa, Publicitário, especialista em Marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC do Rio de Janeiro, pós-graduado em Engenharia Ambiental, é professor do MBA da UFRJ e da Estácio, Consultor de Empresas, e sócio da TargetComunica, agência de marketing On e Off Line na região Serrana/RJ. #Flamengo #Marketing #Comportamento #Fofo #Libertadores