
Nos mais de 25 anos de sala de aula, como professor de graduação e depois de pós-graduação, sempre brinquei com a expressão, falando aos meus alunos, que jamais fossem “merdianos”. Estar na “mérdia” é muito ruim para tudo e para todos. Negócios comuns, médios, são obsoletos, são substituíveis, são indesejados, podemos aturar, usar, mas não desejamos. Marcas que não possuem personalidade, apelo, requisitos capazes de distingui-las são igualmente utilizáveis, mas tanto quanto não são desejadas. Seja branco, seja preto, não seja cinza. Escolha um tom, algo que possa lhe dar características únicas, capaz de satisfazer igualmente desejos únicos, mas não seja cinza, não seja a média. Empresas, profissionais, marcas e pessoas, parecem escolher a cômoda zona do cinza, talvez porque optar pelas beiradas sejam tão mais difícil, pois exige grandes doses de persistência na execução e muita estratégia na escolha de qual lado ficar, se o branco ou o preto. Os cinzas ficam sempre brigando apenas por preço, porque o preço é tudo quando não se tem mais nada pelo que argumentar; quando consumidor, comprador não espera mais nada do produto, da marca, ou quando não enxerga nada neles, aí só resta observar o preço, é o cinza, estamos aqui discutindo os 50 mil, não, os 50 milhões de tons de cinza. Se seu produto só faz o que qualquer outro produto faz, da mesma maneira, com os mesmos resultados, no mesmo prazo, com a mesma apresentação, a decisão vai se dar por preço. Assim como se um profissional resolve do mesmo jeito os problemas, no mesmo prazo, com as mesmas consequências, só restará discutir o preço do salário, e todos nós sabemos aqui, que sempre na hora de contratar ou comprar, a variável menor é a que decide, ganha, ou seria melhor dizer, perde. Perde porque comprar ou vender por preço é sempre perda, para ambos. E não venha dizer que todo mundo quer o mais barato, por que não é verdade. A verdade é que um determinado público não escolhe compra, quando pode, fato, assim como certos trabalhos, paga-se pouco e pronto, mas tal qual o público almeja prosperar e consumir mais e melhor, o profissional, pode sim entregar bem mais e ser melhor recompensado. Acreditar que o aumento virá antes da entrega é tão idiota quanto achar que o consumidor vai achar bonito pagar mais caro sem ter recompensas extras. E eu pergunto? O que desejas um Uno ou uma Ferrari? E não é só por conhecer o Uno, mas principalmente porque a Ferrari vive no nosso inconsciente coletivo, então, não diga que o que deseja é barato. Não compramos o barato, compramos o que desejamos, sempre que podemos. Nosso coração é preto e branco, nosso cérebro processa o cinza, mas nossos olhos só veem preto e branco, então, ocupe o coração do seu cliente, seja preto ou seja branco, não deixe que o cérebro, insensível, objetivo e prático decida as coisas, porque uma coisa que o cérebro faz bem é conta, e se o consumidor for pensar, ele quebra você. Venda sua marca, seu produto ou serviço, e sua carreira sempre no preto ou no branco, jamais seja cinza! Boa semana e até! ROBERTO MENDES Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Autônoma de Lisboa, Publicitário, especialista em Marketing pelo Instituto de Administração e Gerência da PUC do Rio de Janeiro, pós-graduado em Engenharia Ambiental, é professor do MBA da UFRJ e da Estácio, Consultor de Empresas, e sócio da TargetComunica, agência de marketing On e Off Line na região Serrana/RJ. #Vida #Trabalho #Mudancas #Desafios #Vida #Profissional #Marketing #planejamento